Do correspondente de “Despertai!” na Irlanda
O QUE pensa da viagem aérea? Passou a aceitá-la como meio normal de viagem, ou teme-a? Já planejou fazer uma viagem de avião, acabando por mudar de idéia no último minuto? Por que esse medo? Poderia ser devido aos desastres noticiados pela imprensa? Nesse caso, o que dizer dos desastres de trem e de automóvel?
Grande multidão de pessoas usam agora o avião como meio de transporte — 236 milhões em 1967. Assim, é preciso combater esse medo muito comum de voar, escrutinar a base de tal temor e então determinar se o viajante lá no ar corre maior risco que qualquer outro viajante.
No lado desfavorável, pode ler as notícias da imprensa sobre desastres aéreos. Convocam-se comissões de inquérito para investigar, e por fim as apurações tornam-se públicas. Os homens e seus inventos mecânicos, tem de concordar, estão longe da perfeição. Na montagem dum avião, um descuido, conforme é de se imaginar, poderia produzir um defeito que por fim prenunciaria desastre. Os pilotos, como qualquer outro, estão sujeitos a um mal-estar inesperado — mesmo durante o vôo. Alguém, portanto, poderia concluir que há toda a razão para apreensão.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Aprendem-se Valiosas Lições
Uma vez conhecida a causa, as atenções se voltam para a prevenção de similares catástrofes. O incêndio do estádio de futebol em Bradford teve como causa o lixo sob as arquibancadas, pelo visto incendiado por um cigarro ou fósforo aceso. Em resultado disso, as autoridades formularam linhas mestras para melhorar a segurança nas praças esportivas.
No aeroporto de Manchester, na Inglaterra, o incêndio num jato impediu que levantasse vôo, matando 55 pessoas. Como resultado, o olho crítico se voltou para os processos de evacuação das aeronaves. Também, examinou-se cuidadosamente as poltronas e outros objetos à prova de fogo usados nas cabines dos aviões.
Assim, aprendem-se valiosas lições pelo exame cabal das causas dos desastres. A negligência, o trabalho malfeito, o design falho, e outros fatores, mostram como o elemento humano figura de forma destacada nas calamidades provocadas pelo homem.
Mas, que dizer dos desastres naturais? Que revelam as pesquisas sobre suas causas?
No aeroporto de Manchester, na Inglaterra, o incêndio num jato impediu que levantasse vôo, matando 55 pessoas. Como resultado, o olho crítico se voltou para os processos de evacuação das aeronaves. Também, examinou-se cuidadosamente as poltronas e outros objetos à prova de fogo usados nas cabines dos aviões.
Assim, aprendem-se valiosas lições pelo exame cabal das causas dos desastres. A negligência, o trabalho malfeito, o design falho, e outros fatores, mostram como o elemento humano figura de forma destacada nas calamidades provocadas pelo homem.
Mas, que dizer dos desastres naturais? Que revelam as pesquisas sobre suas causas?
Localizar as Causas Básicas
Uma vez aconteça um desastre, inicia-se uma investigação cabal de suas causas, e esta talvez leve semanas ou meses. Houve negligência, alguma falha no design dos seus mecanismos, ou até sabotagem? Deu-se aviso adequado? Quais eram os processos de segurança recomendados? Será que alguém quis tomar atalhos?
As pretensões das vítimas que procuram indenização dependem de a quem cabe a responsabilidade. Num vazamento de gás, numa fábrica de pesticidas em Bhopal, na Índia, descrito como “o pior acidente industrial da História”, mais de 1.700 pessoas foram dadas oficialmente como mortas, havendo cerca de 200.000 feridas. O total das indenizações ultrapassava alegadamente o ativo dessa indústria química na Índia. Havendo tantos interesses em jogo, localizar a causa e distribuir a culpa é algo trabalhoso.
As grandes aeronaves da atualidade levam dois registradores de vôo, ou caixas-pretas, como são chamados. Um deles alista pormenorizadamente dezenas de bits de informação sobre o desempenho da aeronave a cada segundo. O outro é um gravador das vozes na cabina de comando, contendo as comunicações feitas pela tripulação até bem no momento do desastre. Estas caixas-pretas são tão vitais para ajudar a determinar a causa dos acidentes aéreos que fazem-se enormes esforços de recuperá-las.
Os investigadores também interrogam os sobreviventes, em busca de indícios da causa dum desastre. No Japão, uma comissária de bordo, que não estava em serviço, sobreviveu ao pior desastre aéreo de per si no mundo. Ela pôde fornecer aos peritos importantes detalhes sobre o vôo do jato, nos empenhos deles em determinar a causa dessa tragédia que ceifou 520 vidas.
As pretensões das vítimas que procuram indenização dependem de a quem cabe a responsabilidade. Num vazamento de gás, numa fábrica de pesticidas em Bhopal, na Índia, descrito como “o pior acidente industrial da História”, mais de 1.700 pessoas foram dadas oficialmente como mortas, havendo cerca de 200.000 feridas. O total das indenizações ultrapassava alegadamente o ativo dessa indústria química na Índia. Havendo tantos interesses em jogo, localizar a causa e distribuir a culpa é algo trabalhoso.
As grandes aeronaves da atualidade levam dois registradores de vôo, ou caixas-pretas, como são chamados. Um deles alista pormenorizadamente dezenas de bits de informação sobre o desempenho da aeronave a cada segundo. O outro é um gravador das vozes na cabina de comando, contendo as comunicações feitas pela tripulação até bem no momento do desastre. Estas caixas-pretas são tão vitais para ajudar a determinar a causa dos acidentes aéreos que fazem-se enormes esforços de recuperá-las.
Os investigadores também interrogam os sobreviventes, em busca de indícios da causa dum desastre. No Japão, uma comissária de bordo, que não estava em serviço, sobreviveu ao pior desastre aéreo de per si no mundo. Ela pôde fornecer aos peritos importantes detalhes sobre o vôo do jato, nos empenhos deles em determinar a causa dessa tragédia que ceifou 520 vidas.
Desastres — procuram-se as suas causas
“PIOR ano da história”, estampava a manchete do jornal The Times, de Londres, sobre os desastres aéreos em 1985. O total de mortos, de cerca de 2.000, confirma ter sido este o ano mais trágico da História quanto às mortes na aviação.
O pior incêndio já ocorrido num estádio inglês de futebol trouxe calamidade para a cidade de Bradford, na Inglaterra, em maio de 1985. As chamas grassaram pelas arquibancadas de madeira que comportavam 3.000 torcedores, deixando 55 mortos e centenas de feridos.
Em outras partes, no ano passado, as catástrofes naturais provocaram tremendas perdas de vida. O terremoto em setembro último, na Cidade do México, matou mais de 9.000 pessoas. Semanas mais tarde, na Colômbia, enorme deslizamento de lama, resultante da erupção do vulcão Nevado del Ruiz, virtualmente apagou do mapa a cidade de Armero, matando mais de 20.000 pessoas.
O pior incêndio já ocorrido num estádio inglês de futebol trouxe calamidade para a cidade de Bradford, na Inglaterra, em maio de 1985. As chamas grassaram pelas arquibancadas de madeira que comportavam 3.000 torcedores, deixando 55 mortos e centenas de feridos.
Em outras partes, no ano passado, as catástrofes naturais provocaram tremendas perdas de vida. O terremoto em setembro último, na Cidade do México, matou mais de 9.000 pessoas. Semanas mais tarde, na Colômbia, enorme deslizamento de lama, resultante da erupção do vulcão Nevado del Ruiz, virtualmente apagou do mapa a cidade de Armero, matando mais de 20.000 pessoas.
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