sábado, 28 de agosto de 2010

Medo de voar?

Calcula-se que 1 em cada 6 adultos americanos tem medo de voar. Alguns têm mais do que medo — têm fobia, um medo exagerado que pode levar ao pânico. O que se pode fazer?
Tornar-se um passageiro bem informado pode ser muito útil para abrandar a ansiedade. Todos os anos, no mundo inteiro, cerca de 15.000 aviões que servem a uns 10.000 aeroportos transportam mais de 1,2 bilhão de pessoas com relativamente poucos acidentes ou incidentes. Segundo a empresa de seguros Lloyd, de Londres, é 25 vezes mais seguro viajar de avião do que de carro.
Se você teme viajar de avião, leia livros sobre voar, aviões e treinamento de pilotos. Leia a respeito dos elevados padrões de adestramento que se exigem dos pilotos e das regras de trabalho a que se sujeitam com relação a horas de sono, limites de consumo de álcool antes de voar, e testes antidrogas de surpresa. Existem também os testes semestrais em simuladores de vôo aos quais os pilotos são submetidos para testar as suas reações a situações de emergência. Essas simulações são tão realísticas que alguns pilotos saem do simulador “trêmulos e encharcados de suor”. Se falhar no teste do simulador o piloto pode perder a licença para pilotar aviões comerciais.
Esses padrões são muito superiores aos que se impõem a quem dirige carro. Assim, quanto mais você aprender a respeito de aviões e de pilotos, maior poderá ser a sua confiança.
Também pode ser de ajuda visitar um aeroporto. Note o fluxo de passageiros e observe a reação das pessoas. Notará que a maioria delas sai do avião como se estivesse saindo de um ônibus. Viagens aéreas são rotineiras para elas. Observe a decolagem e a aterrissagem dos aviões. Entenda e admire os princípios científicos da aerodinâmica que tornam possíveis e seguros os vôos.
Quando finalmente fizer o seu primeiro vôo, diga a um dos comissários de bordo que esta é a sua primeira viagem de avião e que você está um tanto nervoso. Esses profissionais sabem como ajudá-lo a relaxar e a confiar no sistema. Tente se descontrair. Quando o comandante indicar que é seguro caminhar no avião, dê uma volta na cabine de passageiros. Poderá estar no caminho certo para vencer o seu medo de voar!

O que você pode fazer

Algumas precauções simples que todos os passageiros podem tomar: ler o cartão de instruções para situações de emergência, e prestar atenção aos comissários quando eles explicam os procedimentos de segurança antes de cada vôo. Ao ocupar a sua poltrona, verifique onde fica a saída mais próxima. E, em caso de emergência, siga as instruções dos comissários. Todos eles são bem treinados para lidar com situações difíceis, caso ocorram. Ao serem dadas instruções, é vital que os passageiros se locomovam rapidamente e se esqueçam de seus pertences. A vida é mais importante do que os bens.
Os aviões modernos normalmente voam acima das áreas de tempestade, ou as contornam, de modo que a maioria dos vôos de longa distância é muito suave. Assim, pouquíssimas pessoas enjoam. Se se espera alguma turbulência, o comandante em geral pede aos passageiros que coloquem seus cintos de segurança, como precaução.
Poderia ser ainda mais seguro viajar de avião? Sim, mas a maioria dos passageiros não toleraria a mudança necessária. Qual seria a mudança? Fazer com que eles viajassem de frente para os fundos do avião, em vez de para a cabine. Quais seriam as vantagens? Os passageiros seriam protegidos pelo encosto do banco numa desaceleração repentina, em vez de apenas por um cinto preso à altura do abdômen, que é uma proteção incompleta em comparação com a maioria dos cintos de segurança de carro, que cruzam também o tórax. Contudo, as pessoas preferem olhar para onde vão, em vez de para onde já passaram!

Segurança na cabine

Se você der uma olhada na cabine de um avião de passageiros, verá que todos os instrumentos principais e os controles são duplicados — um conjunto à esquerda, para o comandante, e o outro, à direita, para o co-piloto. Assim, segundo The Air Traveler’s Handbook (Manual do Viajante Aéreo), “na improvável hipótese de que um dos pilotos venha a desfalecer, o outro terá todos os controles necessários para voar com segurança. Durante o vôo, cada piloto pode monitorar os instrumentos do outro, e checar se estão dando as mesmas indicações em ambos os painéis”.
Outro fator de segurança na cabine é que, como precaução, o piloto e o co-piloto em geral não comem a mesma comida. Por quê? Porque na remota possibilidade de comida contaminada, apenas um deles será afetado.
A fim de garantir o controle de partes móveis, como os flapes, os trens de pouso e os freios, “as aeronaves em geral têm dois ou mais sistemas hidráulicos, para a eventual falha de um deles”. A duplicação, ou até mesmo a triplicação de sistemas são requisitos de segurança padrão na maioria dos aviões modernos.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

As vantagens

Os simuladores são práticos e cumprem uma série de objetivos. Treinar neles em vez de em aeronaves poupa combustível e óleo. Reduz o congestionamento no tráfego aéreo, a poluição sonora e do ar, e os custos de treinamento e operacionais. “Perder um avião ou dois” em um simulador não dá prejuízo nenhum e ninguém se machuca.

“Os simuladores reduzem o número de acidentes durante o treinamento”, diz Terry. “Você aprende a lidar com emergências, como fogo nos motores, falha no trem de pouso, estouro de pneu, perda total de empuxo, más condições meteorológicas, ‘tesouras de vento’, congelamento e má visibilidade.” Os pilotos também recebem treinamento mecânico, e problemas e falhas no aparelho podem ser resolvidos sem pôr em risco a aeronave e vidas humanas.

J. D. Whitlatch, piloto experiente, comenta sobre isso: “Os cenários usados nos simuladores representam 6 milhões de possíveis combinações de circunstâncias e condições. Nunca conseguiríamos treinar os tripulantes a lidar com tantas situações em um avião de verdade.”

Nos Estados Unidos, os simuladores são meticulosamente verificados e vistoriados pela Federal Aviation Administration (FAA), por pilotos de teste e por técnicos. Antes de cada dia de treinamento, os técnicos consertam, vistoriam e “pilotam” os simuladores para certificar-se de que estejam funcionando exatamente como o avião que serviu de modelo. As modificações que são feitas na aeronave também têm de ser incorporadas no simulador. A cada seis meses, representantes da FAA “pilotam” os simuladores para certificar-se de que sejam precisos.